abril 23 2019 0Comentários

Aprenda a usar as habilidades socioemocionais na gestão de conflitos na escola

Como ambiente plural, a rotina de qualquer escola é marcada pela busca ininterrupta por um espaço de relações harmoniosas, onde prevaleça o respeito às diferenças e a valorização da essência de cada indivíduo. No entanto, esta não é uma tarefa fácil e a gestão de conflitos é uma questão que merece abordagem profunda.

Especialmente na era digital, em que facilmente uma pessoa tem sua imagem exposta na internet, professores, diretores e funcionários encontram hoje um desafio a mais para nortear a construção de relações saudáveis e evitar problemas sérios que acabem por trazer repercussão na esfera jurídica com, inclusive, demandas judiciais contra a escola.

Uma saída para a elaboração de melhores estratégias de gestão de conflitos e garantir que os alunos ganhem em bem-estar e qualidade de vida na escola é o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Vamos entender o que isso significa e como fomentar o equilíbrio emocional e a compaixão entre as crianças e adolescentes no ambiente escolar? Acompanhe as próximas linhas!

Em que consistem as habilidades socioemocionais?

As habilidades socioemocionais fazem parte de um conjunto de competências que cada pessoa tem para conseguir lidar com as próprias emoções, desenvolver o autoconhecimento e a empatia e gerenciar os próprios objetivos, tanto pessoais como profissionais.

Se houver uma educação emocional desde a infância, é possível que na fase adulta aquele indivíduo se torne uma pessoa melhor, mais solidária, equilibrada e com uma percepção de mundo que lhe favoreça ser bem-sucedido em todos os setores pessoais e profissionais.

Além disso, a criança ou jovem emocionalmente inteligente saberá respeitar o próximo e terá o desejo de estar em um ambiente mais harmonioso.

O desenvolvimento pleno de habilidades socioemocionais favorece ao aluno administrar momentos de pressão, perdas e fracassos, bem como reconhecer suas forças e fraquezas e saber lidar com situações de estresse e ansiedade.

Tudo isso tem a ver com a gestão de conflitos na escola, muitas vezes ocasionados por falta de respeito às diferenças, preconceito e necessidade de diminuir o outro. Ignorar esses casos de violência física e assédio psicológico prolongado pode gerar consequências graves na vítima, que podem ir desde o isolamento social até mesmo a automutilação e o suicídio.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo, e cerca de 800 mil suicídios são registrados anualmente ― a maioria de jovens entre 15 e 29 anos. É tida como a principal forma de incapacidade e contribui para a carga global de doenças.

Por isso, a escola tem o papel fundamental de olhar de forma crítica para os conflitos e estabelecer ações focadas no desenvolvimento das habilidades socioemocionais. O psiquiatra Augusto Cury, pai da Teoria da Inteligência Multifocal e fundador da Escola da Inteligência, é um dos principais defensores da gestão das emoções na atualidade.

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